A Crise da Cultura e a Ordem do Amor, livro de Victor Sales Pinheiro, é praticamente um guia para formação de repertório em cultura, literatura, filosofia – e questões existenciais.
Este recente lançamento integra a substancial Coleção Abertura Cultural. A obra conta com prefácio de Maurício G. Righi.
Victor Sales Pinheiro reflete sobre alguns aspectos das tensões contemporâneas, tais como a crise de sentido, a crise moral, a crise da formação, da comunicação, da ciência e, claro, da civilização. As inúmeras referências contidas no livro vão desde pensadores fundamentais, como Platão e Santo Agostinho, a nomes contemporâneos, como Caio Fernando Abreu.
Em breves ensaios filosóficos, o autor também aborda vários clássicos da literatura, como Admirável Novo Mundo, de Aldous Huxley, além de filmes como o Blade Runner, de 1982, ficção científica dirigida por Ridley Scott.
Algumas das reflexões que o escritor levanta a respeito do tema são:
- Como se forma a personalidade de um indivíduo?
- O que o distingue dos demais, tornando-o único e irrepetível?
- Sem família, amor, cultura e religião, o que resta das pessoas que não o trabalho massificado e os prazeres impessoais?
Confira trechos de A Crise da Cultura e a Ordem do Amor!
“A profecia literária de Huxley prevê a abolição do amor e da família como necessária ao progresso científico, moral, econômico e político. Eliminando a família, a alta cultura e a religião, como resquícios de um mundo primitivo que gera dúvidas, crises, incompreensões e guerras, e entretendo os indivíduos na sucessão dos prazeres imediatos, a sociedade seria plenamente organizada pelo Estado e daria a cada um a máxima satisfação dos prazeres sensíveis, o que os tornaria plenamente ‘felizes’ e funcionais a toda a engrenagem social, baseada no slogan ‘Comunidade, Identidade e Estabilidade’.
“Afeto mais profundo, poderoso e permanente, o amor é neutralizado pela liberdade sexual, que não só é legalizada como encorajada, sobretudo aos jovens. A liberdade é enaltecida como ausência de vínculos duradouros, e todo compromisso estável e vitalício, como o casamento, a maternidade e a paternidade, seria visto como um grande desprazer e uma redução da liberdade individual.
“O entretenimento ocupa as pessoas nas horas ociosas, ocultando-lhes o seu vazio existencial, e a droga ‘soma’ completa, junto ao sexo livre, o quadro de absorção total do indivíduo na massa social anônima. Não há vida interior, introspecção, sentido de mistério, contato com a paz da natureza nesse universo urbanizado, industrializado e ordenado pela manipulação, tal como no clássico filme de Ridley Scott Blade Runner, de 1982, outra indispensável distopia contemporânea.”
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Quer saber mais sobre esse lançamento? Leia o artigo: A Crise da Cultura e a Ordem do Amor: como seguir adiante?
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